(T|B)DD e a síndrome do Yes Man!

Paranóia. Você não está livre dela.

Paranóia. Você não está livre dela.

Eu sou um cara paranóico. Só a idéia de ter que cuidar de servidores em um final de semana me deixa meio apavorado. Embora isso faça com que eu fique apavorado um final de semana sim, um não, há um motivo para isso.

Existe a possibilidade de que eu não tenha feito algo direito. De que eu não tenha coberto todas as possibilidades. De que o meu código não é perfeito.

A gente sabe que não é necessário (nem possível) fazer código perfeito. Apenas código que funciona. Mas aí que a coisa fica engraçada. Eu, como desenvolvedor nunca tive certeza de que o que eu fiz não iria parar de funcionar de uma hora para outra. Isso até eu descobrir TDD, BDD e afins.

A entrada dos testes na minha vida foi (assim como tudo que entra pra ficar) dramática. De repente, lá estava eu escrevendo código pra ter certeza de que um puts “Hello World” imprimiria “Hello World” na tela. Lá estava eu falando (e/ou achando) pra todo mundo que não fazia que a vida deles era miserável, que eles eram desenvolvedores inferiores. Lá estava eu evangelizando. Justo eu que critico evangelizadores bem mais do que devo.

O meu site, que está em pré-alpha (e vai sair do alpha em breve) está sendo feito com TDD bunitinhu. RSpec e o caraio a quatro. Daí eu resolvi fazer uma tela sem o maledeto. Consegui! E foi mais rápido, porque eu não precisei escrever os testes e specs! E nisso eu fiz mais uma, e outra, e outra. Nisso se passou uma semana, e tinha uma meia dúzia de 9 specs falhando. Ah, 9 de mais de 100? Depois eu arrumo.

Até que eu faço um commit fatal. Alguma merda fez com que, no lugar do browser interpretar a página e mostrar o site, te entregasse as páginas como se fossem downloads. Erro bobo, arrumado em segundos e atualizado pro site em minutos.

Me senti como o Jim Carrey no filme “Yes Man!”. O tempo todo, desde a hora que virei um evangelizador/publicitário gratuíto, até a hora que imaginei estar magicamente preso à filosofia.

No man! No man! No man!

No man! No man! No man!

Na verdade, a ansiedade e a felicidade por isso ter resolvido boa parte dos meus problemas, fez com que eu achasse que todo mundo também precisaria dessa solução. Assim como penicilina. Só que ninguém precisa nem tem saco pra saber que isso mudou a minha vida de desenvolvedor.

Quem sabe passem a querer depois que o site ficar famoso. Ou depois que fique menos chato.

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2 Responses to (T|B)DD e a síndrome do Yes Man!

  1. Rodrigo says:

    Muito bom o post! :-)

  2. Donizetti says:

    Don’t let Broken Windows – The Pragmatic Programmers ! =D

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