Fiz meu primeiro (e único) jogo em 2005, como TCC. Apresentei o meu jogo de truco para celulares feito em Java. Me formei, pensei seriamente em fazer um site e por o jogo à venda, mas deixei pra lá, por que teria muitos problemas com pirataria e afins.
Fiquei sabendo da existência do iPhone pelo blog da Kathy Sierra (volta Kathy!), mais especificamente por este post. Tinha acabado de comprar o meu primeiro produto Apple, um iPod nano, e estava maravilhado com a Apple em si. Mesmo assim me mantive cético em relação a comprar um.
O principal motivo que me convenceu a comprar um iPhone não foi o iOS, o fato de poder tuitar do banheiro ou qualquer coisa do tipo: Simplesmente acordei um dia e falei: vou programar pra essa p*. Neste dia tinha percebido que o mercado de desenvolvimento para iOS era bom. Bom no sentido de que uma pessoa pode desenvolver uma aplicação, por pra vender em um canal de vendas acessível a todos os donos de iPhone e receber bem mais pela sua criação do que receberia em qualquer outro meio.
Me entupi de sites, blog posts e tutoriais de Objective-C, fui até a TIM e voltei com um iPhone 3G em mãos. A empresa onde eu trabalhava na época comprou um livro de programação para iPhone, que eu peguei e (pra variar) não terminei de ler. Na época tínhamos interesse e liberdade para desenvolver algo se uma ideia boa aparecesse.
Uma piada interna que acabei tomando como verdade é a seguinte:
O iPhone não é seu. Ele é do titio Steve. Só passa a ser seu depois do jailbreak.
Eu nunca tive sérios problemas com as coisas que a Apple impõe para os donos de iWhatever. Até atualizar o meu iPhone 3G para o iOS 4. Para os que estudaram, vejam o vídeo abaixo:
Eu sempre fui contra updates de software imporem updates de hardware. Desde antes ter o meu primeiro computador. E sempre admirei a Apple pelo fato de você atualizar as versões de seus softwares para eles ficarem mais rápidos ou ocuparem menos espaço no seu HD.
Só que o iPhone não é meu. Eu não posso, nas CNTP, voltar ao iOS 3.1.3, por que o iOS 4.0 leva 20 segundos pra abrir qualquer app, ou pq eu tenho um tocador de mp3 que leva mais tempo que o Foston pra trocar de música depois que eu clico no “next”. Eu não posso plugar o iPhone dos meus amigos no meu computador e passar uma app que eu tenha feito, como fazia com o meu jogo mequetrefe de truco em 2005.
Eu me virei, voltei para o 3.1.3. Sô ráquer. Um conhecido meu, que é desenvolvedor de iPhone, disse que o preview do iOS 4.1 para desenvolvedores já resolveu o problema de performance no 3G, mas é tarde demais. A questão é que você poderia resolver o problema em minutos, mas não pode. Por que o telefone não é seu.
Existe um bug de segurança relacionado a PDF que a Apple resolveu agora, no iOS 4.0.2. Só que o bugfix não foi feito para iPhone 2G, ou iPod Touch 1G. Tem um desses dois gadgets e quer a atualização? Você não pode, por que o telefone não é seu.
Enfim, vou para o Android, o Galaxy S e o HTC Desire me parecem ótimos aparelhos. Mas essa decisão é pra ser feita na hora de comprar, o que no meu caso poderá levar semanas ou meses.
Existe o Android Market, o qual eu ando meio por fora, mas se não é, logo será uma alternativa viável para as pessoas que pagam as contas desenvolvendo software mobile. O hardware chegou ao nível do iPhone e o software está inevitavelmente chegando perto.
Pra quem decidir começar a programar mobile hoje, recomendo aprender tanto iOS quanto Android.
Verdade seja dita: A Apple dividiu a história da telefonia celular em antes-iPhone e depois-iPhone. Você terá um iPhone. Eu falei mal de quem comprou e comprei. As pessoas que falaram mal de mim por ter comprado acabaram comprando. E você vai comprar um. Acontece, é a melhor interface. A gente acaba pagando a língua.
Mas ele não será seu.
Eu ainda pretendo fazer alguns aplicativos para iOS. Eu ainda tenho a Apple como referência para qualidade. Eu não quero cuspir para cima e falar que nunca mais usarei um iPhone. Sim, pode ser que eu tenha mais iPhones durante a minha vida.
Mas eles não serão meus.
Maldita Apple!
Troquei o iPod pra poder voltar ao iOS 3, mas se esse brickar por conta de algum software rebelde parece que não vai ter como fazer voltar a vida sem atualizar pro 4 de novo
Detalhe: minha última experiência de brick foi usando a opção de limpar os dados do próprio menu de Settings.